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Amor líquido – Relato de uma mãe

amamentaçãoAinda durante a gestação, eu perguntei ao meu obstetra o que poderia fazer pela amamentação. A resposta dele foi correta: “nada, apenas fique tranquila”. É o estresse que faz a mulher produzir pouco ou não ter leite para o filho. Eu só não imaginava que houvesse tantas variáveis em jogo, como fui descobrir depois.

Tinha muito claro que ia amamentar Joaquim, na minha cabeça esse seria o processo mas natural do mundo, afinal, tive uma gravidez maravilhosa, muito saudável, equilibrada e tranquila. Estava orgulhosa de só ter engordado 12 quilos e de ter conseguido dormir bem até a noite em que entrei em trabalho de parto.

Pois bem: em seu primeiro mês de vida, mamando apenas, meu bebê não só não ganhou peso, mas emagreceu 150 gramas. Quase morri quando a balança da pediatra nos mostrou essa informação. Passamos a agir rápido, comecei a tomar um medicamento controlado e outro natural para produzir mais leite, nunca passou pela minha cabeça desistir.

A questão é que, nervosa pelo acontecido, não quis esperar a minha produção aumentar em poucos dias. E passei a dar leite artificial como complemento, por mais que isso me doesse. Assim, ao final de cada mamada, se achasse que ele ainda estava com fome, oferecia um pouco mais de leite na mamadeira. Mas nunca deixei de dar peito antes, ele sempre mamou primeiro.

Assim, quando Jojo completou seis meses, abolimos de vez o leite artificial. E, com a produção equilibrada, consegui até ser doadora, o que me encheu de alegria por quase um ano. Fazia feliz a ordenha, com uma bomba elétrica, por 40 minutos, no trabalho. O apurado ia para doação e para o meu filho tomar de vez em quando, como lanche da tarde.

amamentaçãoO saldo dessa história é que o meu homenzinho mama até hoje, com um ano e nove meses. No que depender de mim, vai mamar pelo menos até completar dois anos, tempo que a Organização Mundial de Saúde considera razoável como mínimo. Somente depois disso a amamentação é considerada prolongada.

O melhor de tudo: nesse tempo, meu baby nunca ficou doente, teve apenas resfriados, o que eu acho um resultado maravilhoso considerando que vivemos numa cidade onde o ar é tão ruim (São Paulo).

Amamentar é puxado, dói demais no início (mas depois do primeiro mês passa, é incrível), demanda tempo, cuidados com o corpo, restrições. Mas vale cada minuto de dedicação.

Nunca experimentei vínculo maior com ninguém até hoje. Nem vi sorriso mais bonito do que o do meu filho quando se senta no meu colo para mamar. Recomendo, recomendo, recomendo. Leite materno é amor líquido. E amor a gente tem mais é que multiplicar.

Isabela Barros é mãe do Joaquim, jornalista e uma das autoras do site de finanças pessoais As Poupadoras (www.poupadoras.com

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