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Convivendo com o diabetes juvenil

Quando se descobre o diabetes há necessidade de mudar o modo como se encara a alimentação e a atividade física. Hoje em dia é sabido que os alimentos são os mesmo de uma pessoa não diabética, não é preciso mudar o alimento, mas pensar em quantidades e tipos de carboidratos, exigindo um olhar diferenciado. O diabético do tipo 1 utiliza insulina sintética, pela auto destruição das células de Langerhans, já que estas são responsáveis pela produção de insulina, excretada pelo pâncreas e que possui a função de absorção da glicose consumida.

Quanto aos tipos de carboidratos, temos carboidrato simples (absorção rápida) e carboidrato complexo (absorção lenta). A definição desta velocidade é a seguinte, o simples ao ser ingerido elevará a glicemia demasiadamente e o complexo aumentará a glicemia aos poucos, evitando picos de hiperglicemia (alta dosagem de glicose sanguínea). Por ser degradado lentamente, evita quadros de hipoglicemia, diferente do carboidrato simples que, na mesma velocidade que aumenta, pode também cair, fazendo o indivíduo sofrer com picos de hiperglicemia e hipoglicemia. Estes casos são perigoso, pois os sintomas são parecidos, são tontura, mal estar, suadeira, entre outros.

Esta oscilação de mais e menos açúcar no sangue, com o passar do tempo, pode lesar órgãos (rim, córnea, pele, coração, fígado) e principalmente cérebro.

A contagem de carboidrato é um método desenvolvido principalmente para o diabético do tipo 1 (diabético juvenil). Com ele podemos determinar a quantidade de carboidrato, relacionando a quantidade prescrita de insulina pelo médico. A relação é simples, porém requer muito cuidado, a prescrição nutricional deve respeitar a quantidade de insulina prescrita pelo médico do paciente, caso seja necessário, as mudanças devem ocorrer em conjunto com o médico, para definição de nova dosagem insulínica.

Porque dependemos totalmente do carboidrato? Porque sua exclusão seria um dano mortal ao organismo?

O carboidrato está intimamente ligado ao fornecimento de energia, funcionamento cérebral. Ao faltar carboidrato o cérebro age de forma desordenada e as células vão se destruindo por falta de energia; uma vez destruídas, não se regeneram, podendo, ao longo dos anos, desencadear problemas neurológicos, comprometendo a saúde física e mental do diabético.

O método de contagem de carboidrato é eficaz, porém deve ser acompanhado por profissionais capacitados para proporcionar treinamento adequado para o paciente.

E você nutricionista, sabe contar o carboidrato? Alto índice glicêmico? Baixo índice glicêmico? Continue nos acompanhando!

 

Henrique Tiago
Nutricionista Personal Nutrition

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