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Dez regrinhas essenciais para refeições felizes

baby-84686_640Vale a pena ler, reler – e até “decorar”! Posso jurar que funciona maravilhosamente! Algumas aprendi com meu marido endocrinologista que, diligentemente me ensinou logo que me percebeu entrando no esquema “come, filhinho, por favor, senão…!” Outras são fruto de longos estudos na área de Educação e Comportamento. Em conjunto são posturas educacionais que minimizam conflitos e acabam com o tormento da hora das refeições – diga-se de passagem, para ambas as partes!

1. A criança é muito voltada para o que lhe dá prazer, portanto, não fique admirada pelo fato de que a maioria delas quer comer exatamente o que não é tão saudável nem recomendado – mas simplesmente saboroso.
2. É bom lembrar que nós, adultos, em geral também gostamos mais do que engorda, dá dor de barriga ou é “proibido”. E que, se evitamos essas delícias é porque, com o passar dos anos, nos conscientizamos da necessidade de uma alimentação balanceada e saudável. Diga-se de passagem: em alguns casos, com o passar de muitos anos!
3. Ter consciência disso não implica abrir mão do papel fundamental de orientadores e formadores de hábitos nos filhos. Somos responsáveis por eles no presente. Quanto ao futuro…. Bem, quanto ao futuro ninguém pode garantir nada, mas, se o fizermos agora pelo menos teremos conseguido postergar, por uns belos anos, artérias entupidas, obesidade, diabetes e outras doenças geradas pela ingestão imoderada de açúcar concentrado, excesso de proteínas e/ou gorduras, frituras etc.
4. Simplesmente acabe ou reduza drasticamente os petiscos ao alcance de mãozinhas fofas (biscoitos, doces, bombons, batatas fritas etc.); são estes, em geral, os principais responsáveis pela inapetência às refeições ou pelo estado nutricional inadequado (tanto de crianças quanto de adultos).
5. Sem culpas: vez por outra (num domingo, numa saída, num aniversário) uma pequena porção dos temíveis “beliscos” pode ser permitida sem problemas. Mas lembre-se: a criança bem alimentada comerá bem menos do que se forem utilizados como refeições.
6. Na hora da comida, coloque o prato da criança já composto à mesa, com pequenas porções de cada elemento nutricional importante: arroz, feijão, um pedacinho de carne ou frango, legumes e/ou salada crua e como sobremesa, frutas variadas.
7. Quando a criança der mostras de que não quer comer mais, certifique-se perguntando – com calma e sem ansiedade – se pode retirar o prato; se ela disser que sim, retire. Sem hesitar. E não ofereça nem disponibilize nada até a próxima refeição.
8. Na refeição seguinte, prepare o prato com os mesmos nutrimentos do almoço; seguramente agora comerá. Para funcionar, no entanto, espere um tempo razoável antes de lhe dar de novo a comida. Não corra alucinadamente trazendo-lhe o prato assim que ela disser “estou com fome”, especialmente se ocorrer menos de uma hora depois da refeição anterior (um espaço mínimo é necessário para que esteja, de fato, faminto – e coma);
9. Não pense que a estratégia não funcionou se, nas duas ou três primeiras semanas, as coisas não melhorarem. É bem provável que a criança esteja testando a sua ansiedade. Aja como se ela comer ou não comer lhe fosse totalmente indiferente (mesmo que seja difícil!). E mantenha um ambiente ameno, sem insistências nem broncas.
10. Evite especialmente fazer compensações do tipo “uma supermamadeira enriquecida com maisena” ou outros tipos de “cevador de criancinha”, quando seu filho não tiver comido tudo que você sonha no almoço ou no jantar. Ele logo perceberá e não aceitará refeições balanceadas, necessárias à formação de bons hábitos alimentares.

E então, vamos tentar acabar com sofrimentos desnecessários?


Tania Zagury

Filósofa, mestre em Educação, escritora, autora de “Limites sem trauma”, entre outros.
www.taniazagury.com.br

Fonte: http://www.obesidadeinfantilnao.com.br

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