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Intolerância ou Alergia a Lactose: saiba a diferença

A intolerância à lactose é uma patologia muito comum. De acordo com o Ministério da Saúde milk-995051_64070% da população apresenta algum sintoma relacionado a essa doença.

A intolerância a lactose é ocasionada pela ineficiência ou inatividade da enzima lactase que tem como função auxiliar a digestão do açúcar lactose.

Já a alergia a lactose é uma reação a algum componente específico do alimento ingerido, ocasionando diversos e dos mais variados sintomas como erupções cutâneas, coceiras por todo o corpo e pode evoluir até casos mais sérios, o que as difere é que na alergia não há ausência da enzima digestória: lactase.

Outra diferença é que uma vez adquirida à intolerância mesmo que seja na fase adulta essa persiste por toda a vida, e seus sintomas são bem menos agressivos, já que a exclusão das fontes é eficiente em minimizar seus efeitos no organismo.

Um artigo publicado em 2010 define que a intolerância a lactose pode ter quatro classificações:

  • A primeira delas por deficiência genética parcial ou total da enzima adquirida desde a infância;
  • Na segunda hipótese acontece uma alteração da borda em escova, sendo comum nos casos de gastroenterite, doença celíaca, colite ulcerativa, podendo dar início a uma deficiência secundária da lactase ocasionando os mesmos sintomas;
  • A terceira delas é uma deficiência congênita da lactase que apesar de rara, pode acontecer também parcialmente ou totalmente;
  • E por último pode ser por uma intolerância ontogenética à lactose, que é onde não há absorção dessa enzima no trato digestório, e desperta em geral na fase de 2 – 5 anos de vida, e em alguns casos até na fase adulta.

A avaliação dessas patologias exige uma atenção especial do profissional que o aconselha, pois muitas vezes os sintomas aparecem tardiamente, e esses pacientes podem ser na maioria dos casos assintomáticos.

Os sintomas das alergias são muito mais agressivos, porém muitos desses sintomas estão presentes na intolerância também, como não há digestão parcial ou total da enzima lactase, o acúmulo no cólon de lactose será fermentado por diversas bactérias presentes resultando em: estufamento, gases, inchaço abdominal e diarreias.

O tratamento dessas duas patologias existe e pode ser facilmente aplicado na prática, primeiramente é preciso identificar os sintomas que estão inteiramente ligados com dois fatores que devem ser avaliados: o tipo e a quantidade de alimento consumido.

Laboratórios no país conseguem detectar o alimento causador dessas alergias, no caso de positividade do exame não é correto afirmar à alergia, e sim que o paciente tem maior propensão ao desenvolvimento.

Em um trecho de uma entrevista ao Jornal Estado de São Paulo a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia declarou que não há embasamento científico para assumir que as intolerâncias alimentares estejam relacionadas à presença de anticorpos do tipo IgG, e ainda relatou que as intolerâncias nem sempre estão relacionadas com o sistema imunológicos portanto não é possível confiar no teste realizado.

Por isso fique atento aos sinais e sintomas após o consumo do leite e seus derivados, e vá a um profissional nutricionista para que o mesmo possa lhe indicar as melhores alternativas.

“Busque melhora da qualidade de vida sem restrições exageradas e desnecessárias”

 

 

Referência Bibliográfica

Referência Bibliográfica

Alergia à proteína do leite de vaca versus intolerância a lactose: as diferenças e semelhanças. Revista Saúde e Pesquisa, v. 3, n. 1, p. 107-114, jan./abr. 2010
Intolerância à Lactose e Alternativas Tecnológicas. Ciênc. Biol. Saúde, Londrina, v. 10, n. 2, p. 83-88, Out. 2008
O uso de probióticos para o tratamento do quadro de Intolerância à Lactose. Revista Ciencia & Inovação – FAM – V.2, N.1 – Dez – 2015

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