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Já ouviu falar em disfagia?

 

 

Disfagia é qualquer alteração que envolva o ato de deglutir (engolir), que pode acometer desde a entrada do alimento pela boca, até sua chegada ao estômago.

 

O termo ainda não é tão popular quanto sua incidência.  Segundo Santoro, 2008, a disfagia atinge cerca de 16 a 22% da população com mais de 50 anos. Este número pode chegar até 90% na população idosa. Os casos aumentam consideravelmente quando computamos quadros de pessoas com alterações neurológicas, síndromes e sequelas de acidentes.

 

A disfagia pode se manifestar por quadros de recusa alimentar, emagrecimento, desidratação e desnutrição. Independente das questões de base, deve-se atentar a esta manifestação de dificuldade para engolir, tanto os alimentos (líquidos, sólidos e pastosos), como a saliva.

 

É importante pensar que o ato de deglutir é uma das primeiras funções aprendida logo após o nascimento. O ato de comer está vinculado à nutrição do organismo, porém mais que isso, em nossa sociedade, está ligado a aspectos sociais.

 

Embora pareça um ato simples, deglutir depende de uma série de movimentos sincronizados, de sinapses variadas. Quando algo neste complexo processo apresenta problemas, temos a disfagia, que afeta a saúde geral do indivíduo, com complicações sérias e fatais, como as broncoaspirações (penetração de alimento ou saliva nos pulmões).

 

Considerando que estamos, cada vez mais próximos de sermos uma população de idosos em sua maioria, é importante atentar aos sinais de alteração durante os membros de alimentação. A cada ano se torna mais comum manifestações como embargos, tosse durante ou após a deglutição, dificuldade com algumas consistência, mais duras ou mais líquidas, por exemplo.

 

Observado logo de início, as orientações de um fonoaudiólogo poderão trazer mais conforto e segurança na alimentação, garantindo melhor qualidade de vida e saúde.

 

Mariana Castanho
Fonoaudióloga

 

Santoro, P.P., Disfagia orofaríngea: panorama atual, epidemiologia, opções terapêuticas e perspectivas futuras. Rev. CEFAC vol.10 no.2 São Paulo  2008.

 

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