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Light ou Diet? Que dúvida cruel!

A transição nutricional ocorrida nos últimos tempos acarretou o aumento do consumo de alimentos diets e lights. Percebemos que muitas pessoas consomem indiscriminadamente sem conhecimento das características desses alimentos ou suas indicações.

O estado nutricional contribui muito para o aumento desse consumo, a obesidade está presente em grande parcela da população e, mesmo em classes mais pobres, está presente, fato que não ocorria em décadas anteriores, em que encontrávamos a desnutrição em classes empobrecidas.

Segundo pesquisadores, 60% da população no Brasil possui um tipo de Doença Crônica Não Transmissível (DCNT).

Entende-se então que os alimentos diet e light são auxiliadores na prevenção destes tipos de doença e por isso o aumento brusco em seu consumo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) definiu os termos light e diet:

  1. Alimento light: segundo a Portaria Nº27 em 13 de janeiro de 1998, alimentos que tem em sua composição algum nutriente de forma reduzida, ou seja, o alimento deve ter no mínimo 25% de redução de valor calórico nos seguintes nutrientes: proteínas, sódio, carboidratos, gorduras totais, colesterol ou açúcares, quando comparado ao produto tradicional.
  2. Alimento diet: o termo é empregado em alimentos para os fins especiais, principalmente em casos de restrição alimentar, deve possuir restrição total de um ingrediente como: carboidratos, proteínas, gorduras ou sódio. Ressalta-se que este tipo de alimento deve ser usado somente com fins especiais ou em dietas controladas.

 

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (ABIAD) revela que houve um aumento expressivo no consumo destes alimentos, inclusive por pessoas que não apresentam nenhum tipo de doença que justifique o consumo. Mesmo sendo alimentos, em geral, mais caros que os tradicionais, a sensação que causam, quando consumidos, é de bem estar, de cuidado com a saúde. Foi provado que este rótulo impressiona as pessoas; em 2008 nesse estudo, a ABIAD provou que um em cada dois brasileiros buscam uma dieta para emagrecimento e hábitos de vida mais saudáveis, como a inclusão de atividade física regular.

Um estudo em Santa Catarina dentro de uma academia revelou que 55,8% da população consome produtos lights e souberam informações sobre esse tipo de alimentos por meio de rádio e/ou televisão. E ainda 80,8% não consomem produtos diets, onde somente 5,8% utilizavam este tipo de produto diariamente. Nos dois casos a justificativa para o uso é sempre para a saúde.

Apesar de ser um assunto de grande importância, entendemos que é pouco discutido na mídia e pouco esclarecido sobre o uso. Nem sempre sua utilização causa exatamente o efeito que “se espera”, muitas vezes pagamos mais caro, sem a real necessidade.

E você faz uso deste tipo de alimento? Conte-nos, estamos curiosos!!!

Nutricionista Responsável
Portal Meu Nutricionista.

 

Fonte:

Boaventura. A. K. L. et al. Conhecimento e consumo de alimentos diet e light por usuários de academia de ginástica de uma cidade do Sul do Brasil. Nutrição Brasil – novembro/dezembro 2012;11(6).

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2014

Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos, 2006

Waxman A. Prevention of chronic diseases: WHO global strategy on diet, physical activity and health. Food Nutr Bull 2003;24 (3): 281-4

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