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O mito do azeite

olive-oil-356102_640Há muito se ouve que é “super proibido” o uso do azeite para cozinhar os alimentos. Essa justificativa se dava por acreditar que houvesse uma formação de produtos tóxicos quando se aumentava a temperatura deste tipo de óleo, mas isso não é verdade, vamos esclarecer para você.

Os óleos vegetais sofrem reações químicas ao entrar em contato com o oxigênio e água, essa interação tem impacto forte com o sabor, qualidade e aroma.

O azeite possui uma alta concentração de ácidos graxos monoinsaturados, poli-insaturados e antioxidantes benéficos à saúde da população.

A Comissão do Codex Alimentarius definiu as categorias dos azeites:

  1. Azeite de Oliva Extra Virgem: apresentam grau de acidez de 0,8%, não sofre nenhum refino químico. Dentre todos é o mais saudável;
  2. Azeite de Oliva Virgem: sua acidez varia de 0,81% à 2%, em geral misturado com outros óleos, e de uma qualidade inferior ao azeite citado acima;
  3. Azeite de Oliva Lampante: sua acidez é acima de 3,3%, impróprio para o consumo pois seu odor e paladar são inadequados, existe sua comercialização misturado com outros azeites e óleos;
  4. Azeite Refinado: sua acidez varia de 0,5% à 1,5%, preferencialmente utilizada na indústria, e misturado com outros azeites (virgem ou extra virgem). Este azeite virgem lampante foi refinado resultando em perda de gosto, cor, aroma e grande parte das vitaminas;
  5. Azeite composto: é a mistura de 15% de azeite de oliva lampante + 85% de óleo de soja, sendo o mais popular e mais vendido no mercado apesar da baixa qualidade nutricional.

Muito se foi estudado e provado que o azeite só sofrerá alterações negativas se for aquecido por horas e horas, então se deseja somente grelhar, ou cozinhar aquele legume vá em frente.  Esse tipo de preparação não é capaz de mudar a estrutura do seu azeite.

Depois de todos esses esclarecimentos, entendemos que o uso dos óleos vegetais é a maneira mais barata para suas preparações , há muitas opções como: girassol, canola e soja.

“Se você é do tipo de pessoa que gosta de conferir um sabor extra a sua preparação e deseja usar o azeite seu passe está LIVRE”

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas

Gonçalves, P. R. et al. Degradação térmica de tocoferol e produtos de oxidação em diferentes classes de azeite de oliva utilizando espectroscopia UV-VIS e MCR-ALS. Quim. Nova, Vol. 38, No. 6, 864-867, 2015

Almeida, N. A. C. et al. Olive oil and its properties in hot preparations: literature review. International Journal of Nutrology, v.8, n.2, p. 13-20, Mai / Ago 2015

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