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O Óleo de canola é mesmo um vilão?

Odiado por muitos, este óleo é um grande alvo de críticas com alegações, muitas vezes, infundadas!

A canola é uma planta originalmente conhecida como Colza. Em sua origem, a Colza produzia uma substância tóxica ao nosso organismo denominada ácido erúcico, sendo a concentração deste > 40% no óleo. Na década de 70, no entanto, cientistas canadenses melhoraram a qualidade da Colza através das técnicas de melhoramento genético. Os Canadá, inclusive, registrou a palavra “canola” para descrever CANadian Oil Low Acid, ou seja, com pouco ácido erúcico.

Por definição, o canola tem níveis específicos de corte de ácido erúcico (<2%) e foi reconhecido como um componente dietético seguro pela FDA (Food and Drug Administration).

O óleo de canola é caracterizado por baixo nível (7%) de ácidos graxos saturados e maior quantidade de ácidos graxos monoinsaturados (MUFAs) e ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), incluindo 61% de ácido oleico, 21% de ácido linoleico e 11% de ácido alfa-linolênico (ALA) e tocoferóis – todos os quais têm dados indicando que tem ação cardioprotetora.

Ainda sobre o seu papel na saúde cardiovascular, em setembro de 2015 a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou uma nota de esclarecimento indicando que até o momento não há evidência científica robusta que justifique a mudança nas recomendações vigentes sobre o consumo de quantidades adequadas de óleo de canola para a manutenção adequada dos níveis de colesterol sanguíneo.

O CFN (Conselho Federal de Nutricionistas) publicou um parecer sobre o assunto em agosto de 2015, onde eles reforçam:
“O óleo de canola tem mostrado efeitos cardioprotetores devido ao conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados, que promovem a regulação de lipídios plasmáticos, lipoproteínas e aumento da sensibilidade à insulina. Vale ressaltar que os efeitos saudáveis dos óleos comestíveis podem ser suscetíveis a alterações segundo o método culinário utilizado (frituras em profundidade ou superficiais) e em cocções de longo tempo, o que gera mudanças físico químicas que podem repercutir na saúde devido à produção de substâncias indesejáveis ou tóxicas (acroleína). ”.

Por fim, a ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) classifica o óleo de canola como estável para cozinhar ou fritar devido à baixa formação de aldeídos quando submetidos a alta temperatura. O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido relacionado a um risco de doenças do coração e câncer. O óleo de canola produz baixa quantidade de aldeídos devido à alta concentração de ácidos graxos monoinsaturados, que o torna muito mais estável quando submetido ao calor.

Raphael Campanholi
CRN3-49867
Facebook: RaphaCampanholi

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