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Carreira Acadêmica: uma luta constante! Parte 1

Entrevistamos Gustavo Bernardes Fanaro, Pós Doutorando em Nutrição, para mostrar toda a caminhada acadêmica deste profissional, que tanto tem contribuído na área científica e acadêmica.

 

  1. Em que momento surgiu a vontade de ingressar no curso de nutrição?

 

Foi na época do cursinho. Eu estava prestando para engenharia elétrica ou telecomunicação, mas não tinha certeza se era isso mesmo que eu queria. Em um almoço de família, minha prima que estava já no segundo ano de nutrição, levou um trabalho de faculdade para fazer e eu achei interessante o que ela estava estudando. Então para o vestibular eu prestei Engenharia Elétrica em algumas Universidades e Nutrição em apenas uma. Passei e resolvi arriscar. Não me arrependo, pois me abriu um novo mundo. Adoro o que faço.

  1. O que você procurava quando se interessou por essa área?

Quando resolvi fazer o curso, queria, na verdade fazer alguma coisa      relacionada à Gastronomia. Foi durante o curso que eu conheci outras áreas e me interessei pela a área acadêmica.

  1. Em qual momento despertou a vontade de seguir a área acadêmica?

Foi ainda durante a Graduação. No segundo ano, eu resolvi fazer Iniciação Científica, que é, a grosso modo, um estágio na área de pesquisa. E então resolvi seguir nessa área. Uma das tarefas de ser pesquisador é passar o conteúdo aprendido e pesquisado para os outros. Ajudar na formação acadêmica dos alunos.

  1. Quem foram os seus principais incentivadores?

Meus pais. Sempre me ajudaram e me incentivaram em todas as minhas decisões.

  1. Qual foi o caminho escolhido por você para hoje estar no pós doutorado?

Primeiramente foi a Iniciação Científica, nela aprendemos bastante sobre o básico de como se faz pesquisa, o que é necessário e também os problemas que essa área possui.  Na Iniciação Científica o aluno, além de desenvolver sua pesquisa, ajuda os outros alunos de mestrado e doutorado. Por causa disso, eu trabalhei com um monte de alimentos e assuntos variados, como soja, açaí, alimentos transgênicos, áreas da microbiologia, engenharia genética e biocompostos.

Quando terminei a graduação, recebi um convite de trabalho na Instituição na qual fiz parte dos estágios obrigatórios e ao mesmo tempo entrei em um edital de bolsa de mestrado, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), a maior comissão de pós-graduação vinculada a USP. Eu consegui a bolsa e escolhi o Mestrado.

No mestrado, trabalhei com os aspectos voláteis dos chás da planta Camellia sinensis (chá branco, chá verde, chá oolong e chá preto).

Ao final do Mestrado, me inscrevi no edital de bolsa de Doutorado e, quando ganhei, tive que defender o mestrado rápido para não perder a bolsa. No doutorado eu continuei as pesquisas com chás, verificando os aspectos microbiológicos e nutricionais dessas bebidas. Ao mesmo tempo, resolvi fazer uma especialização em Nutrição Esportiva, que é uma área que sempre me interessou e, como já trabalhava, com chá, meu TCC foi sobre o uso dos chás verde e preto na atividade física.

Após a conclusão do doutorado, eu estava dando uma aula no curso de pós graduação da minha orientadora e conheci um professor da UNICAMP, ele me disse que um professor queria um aluno de pós-doutorado para seu grupo de pesquisa. Me interessei na hora e, como o laboratório da UNICAMP que estou, é sobre nutrição experimental e biocompostos e já tinha um trabalho escrito na especialização, resolvi realizar  meu pós-doutorado a respeito da influência dos chás na atividade física.

 

(continua…)

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