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Fitoterapia e a prescrição nutricional

A fitoterapia é uma ciência que visa formulação de drogas medicinais com objetivo de auxiliar tratamentos diversos, dentre eles, o nutricional.

A diminuição da fome e da vontade de comer, ansiedade excessiva e recuperação muscular são alguns dos objetivos que encontramos nos consultórios de nutrição, pessoas atrás de soluções mágicas para todos os problemas.

Nos últimos tempos muitas inovações surgiram na fitoterapia, porém muitos rumores colocavam em dúvida a possibilidade do nutricionista prescrever fitoterápicos. O Conselho Federal de Nutrição publicou em nota:

“A Resolução CFN n◦ 402/2007 que “Regulamenta a Prescrição Fitoterápica pelos Nutricionistas de Plantas in natura, Frescas ou como Droga Vegetal, nas suas Diferentes Formas Farmacêuticas, e dá outras providências”, estabelece no Art. 3º que a prescrição fitoterápica é parte do procedimento realizado pelo nutricionista na prescrição dietética, e no parágrafo único estabelece que “As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista são exclusivamente as de uso oral, tais como: I- Infuso, II- Decoto, III- Tintura, IV- Alcoolatura, V- extrato”.”

E ainda:

“A Resolução – RDC nº 10 de 9 de março de 2010 dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à ANVISA e da outras providências. Em seu anexo I encontra-se uma lista de fitoterápicos que, de acordo com o Art. 2º, são produtos isentos de prescrição médica. Além disso, na Instrução Normativa nº 5 de 2008 da ANVISA, que publica a “Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado”, há outra lista de fitoterápicos que não necessitam de prescrição médica, juntamente com a via de administração, devendo ser observada pelo nutricionista a fim de direcionar a respeito de quais fitoterápicos podem ser prescritos por ele. “

Apesar disto, é necessário que o nutricionista conheça o fabricante da droga vegetal a fim de se certificar que o mesmo tem seu processo validado na Vigilância Sanitária, não submetendo o paciente a riscos com o consumo.

O ideal é que o paciente entenda que esse é mais um recurso para lhe auxiliar, não se trata de um processo milagroso, necessita estar unido a uma alimentação adequada e exercícios físicos regulares.

 

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